terça-feira, 19 de junho de 2012

Vem com tudo, terça-feira!

Acordei atrasada, meu cabelo amanheceu rebelde, não deu tempo de lavar e eu tive que prender, troquei de roupa mil vezes, não gostei de nenhuma e entrei em crise achando que estava precisando de roupas novas, a maquiagem ficou horrível, perdi o ônibus de 7h40, cheguei às 9h no trabalho, quando deveria chegar às 8h. Saí de casa me sentindo um lixo. No entanto, para me sentir bela e compensar o dia que começou mal, veio o pedreiro, me chamou de "meu amor", o cobrador, o mesmo de ontem, abriu o mesmo sorrisão, me chamou de princesa e, no pé da ladeira, que dá no prédio onde trabalho, um colega parou, ofereceu carona e não precisei pagar o primeiro pecado do dia.

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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Vida de passageiro

Hoje o dia foi cheio de emoções. Como se já não bastasse chamar atenção por causa da minha altura, ainda tive que ouvir o vendedor de DVD pirata, que fica em frente à delicatessem, perto do ponto de ônibus e onde eu costumo comprar pão todo final de tarde, me chamar de "minha princesa", para quem quisesse ouvir. O fato de eu ser sempre educada com ele, não lhe dá esse direito. Mas na Bahia o povo é assim mesmo, folgado, espaçoso, e eu confesso que gosto desse jeito baiano de ser. No ônibus, de volta pra casa, o cobrador me abre um sorriso de orelha a orelha e diz: você já pegou esse carro comigo. Tá linda hoje. Eu, um poço de educação, retribuí com outro sorriso e um tímido "obrigada", e ele continuou com aquele sorrisão que, dali a mais um pouco, poderia render-lhe uma cãibra no rosto. Para completar, não poderia faltar o bom e velho DJ do buzu, ouvindo, bem alto, o novo hit "vida de empreguete", e "azamiga" fazendo coreografia no fundão. Fechando o dia com chave de diamante, no caixa eletrônico, uma simpática velhinha faltou me mandar tirar a blusa, para que ela pudesse ver minha tatuagem inteira. E assim encerro mais uma segunda-feira, vestida à moda hippie de boutique, para a decepção de um amigo, que odeia quando me visto assim, mas para a minha alegria, que não passei calor nesse dia quente de Salvador.


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domingo, 17 de junho de 2012

Eu teatro, tu teatras II


Hoje foi dia de ensaio, mas antes fui almoçar com uma amiga. Comemos um mega prato de salada, para desintoxicar, e eu ainda tomei um suco de melancia com gengibre. De lá, fui direto esperar o buzu para o Rio Vermelho, onde ensaiei das 15h às 20h. A rua estava vazia, mas, milagrosamente, o ônibus passou rapidinho. 
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Ontem fui de táxi

 Ganhei um ingresso para assistir ao show da Margareth Menezes, ontem, no Teatro Castro Alves, às 16h. Ia sair de casa às 14:30, para pegar o buzu até o Campo Grande e descer na porta do teatro, como sempre faço quando vou a algum evento lá, mas confesso que fiquei com preguiça de enfrentar a rua deserta até o ponto de ônibus vazio e ficar, linda e sozinha, esperando, sei lá por quanto tempo, o buzu passar. Se transporte público em Salvador, durante a semana, já é uma calamidade, imagine nos finais de semana? Houve um sábado em que eu fiquei, precisamente, uma hora e dez minutos esperando o Campo Grande ou o frescão, Praça da Sé, (o que passasse primeiro) e acabei chegando atrasada no show do Pato Fu, na concha acústica. Vida de passageiro não é fácil. A gente sofre, viu? Para não correr esse risco novamente e ficar feito uma porta, parada, esperando o buzu, decidi ir de táxi, porque também sou filha de Deus e mereço uma mordomia de vez em quando. Paguei, bandeira dois, 28 reais da minha casa até o TCA. Salgadinho, mas, quer saber? Não me arrependi. Cheguei linda, cheirosa e ainda deu tempo de duas cervejinhas, com a amiga, antes do show. 



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Como fui de táxi, me dei o luxo de usar uma bolsa de mão. De ônibus, recomendo as de alça. É mais seguro, porque é mais difícil de arrancarem da gente. Temos que pensar em tudo, inclusive na possibilidade de assalto. Nunca se sabe.




sexta-feira, 15 de junho de 2012

Enfim sexta

Finalmente, a sexta-feira chegou e, para homenageá-la, coloquei um vestido bem divertido (e curto). Vários adolescentes e pedreiros mexeram comigo na rua. No ônibus, fui promovida a princesa, pelo cobrador, e minha autoestima foi ao céu.

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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Hoje é dia de saião

Sempre gostei de saias longas, mas essa onda de saia arrastando no chão é estranho. A barra fica encardida e não tem vanish certo, ainda mais para nós, dependentes diárias do bom e velho busão (no caso de Salvador, mais velho do que bom). Caminhar na rua com a saia arrastando é perigoso. Imagine só se você tropeça? Eu já tropecei uma vez e olha que nem arrastava tanto (minha altura não permite).

A saia de hoje é dessas. Ela arrasta, mesmo se usada com plataforma. O truque foi dobrar o cós e disfarçar com um cinto. Como diria um amigo meu, ficou show!

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Finalmente, um pouco de maquiagem. É importante e não faz mal a ninguém. Mas, lembrem-se: sem exageros, seja de ônibus, de táxi, de carro, à pé ou de bicicleta. Maquiagem é legal, mas, de dia, e para trabalhar, tem que ser bem levinha.

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quarta-feira, 13 de junho de 2012

O que temos pra hoje?

Calor infernal, sol fritando os miolos, engarrafamento, buzu lotado e eu, fina, com minha pantalona floral, minha blusa nova de cetim, fresquinha, fresquinha, e uma rasteira, para enfrentar a calçada de pedrinhas até o ponto de ônibus.

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